quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Para onde vamos, se de lugar nenhum saímos?



Já perdemos o senso de humanidade, já perdemos o senso do ridículo. Tantas coisas há a se dizer a respeito da crise em Honduras, mas nada que seja relevante. Um presidente deposto por querer burlar a constituição e adquirir o direito de reeleger-se por mandatos sem fim não é uma novidade. Ainda mais na latrina das Américas...

Que o coração esquerdista de nosso presidente, que tem o cérebro muito bem colocado ao centro de seus interesses, acolha um ex-direitista latifundiário travestido de libertador bolivariano em nossa (sim, nossa) embaixada em um país que vive de exportar bananas para os EUA, seria bem o esperado.

Que o caudilho de porra nenhuma, sem povo, sem exército, sem pai ou mãe, pose deitado entre duas cadeiras, tendo ao fundo um mapa do Brasil, e sobre a cabeça um chapéu que lhe aquece o vácuo de entre suas orelhas, seja apenas um retrato digital de uma era analógica, vá lá...

Que o cavalo de um Simon Bolivar contrariado baixado por mandingas políticas se vanglorie da genialidade do golpe, também não acrescenta nada ao currículo de imbecil profissional de Chaves.

Nada há acima que justifique o espaço que tem, o fato, ocupado.

Para mim, basta um foda-se ao Zellaya, outro ao Chaves e um 'crie vergonha na cara, presidente!' ao Lula.

Lamento apenas pelo povo hondurenho, embora seja responsável pelo presidente que elegeu.

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